sexta-feira, 10 de abril de 2009

A ponte


"A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento"
Lenine

Imagem do site i can read. E eu ainda usarei ela novamente. Aguardem...

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Is there?


Parte de uma verdade.
Entrando uma parte decisiva de planejamento.
Imagem retirada daqui. Achei mto sites legais hj à noite enquanto estou deitada com o meu note na minha perna.

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sábado, 15 de novembro de 2008

Frevo nº 2 do Recife, Antonio Maria


Ai que saudade tenho do meu Recife
Da minha gente que ficou por lá

Quando eu pensava, chorava, falava

Contava vantagem, marcava viagem
Mas não resolvia se ia Vou-me embora
Vou-me embora

Vou-me embora

Pra lá

Mas tem que ser depressa
Tem que ser pra já
Eu quero sem demora

O que ficou por lá

Vou ver a Rua Nova,
Imperatriz, Imperador
Vou ver, se possível

Meu amor.


"Às vezes, me sinto muito só. Sem ontem e sem amanhã. Não adianta que haja pessoas em volta de mim. Mesmo as mais queridas. Só se está só ou acompanhado, dentro de si mesmo. Estou muito só hoje. Duas ou três lembranças que me fizeram companhia, desde segunda-feira, eu já gastei. Não creio que, amanhã, aconteça alguma coisa de melhor."

(O diário de Antônio Maria)

A música me reflete mas o trecho do diário não, deixo claro isso.
Boa noite a todos.

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domingo, 26 de outubro de 2008

Tudo em nada


Estava com enxaqueca novamente hoje e fui dormir após o almoço. Enquanto lia até adormecer, veio parte desse texto na minha cabeça só que quando acordei e fui para o word, acabou saindo bem diferente e até mais triste ao ponto de chorar um pouco no "final". Final entre aspas pq apenas parei de escrever e não porque acabou.

Agora vou relaxar um pouco e editar o trabalho de Marketing II.

Imagem de /mammita nas ruas de barcelona



Já briguei com meu irmão de vassoura, panela, tapa e espada até que um dia quase o derrubei escada abaixo e ele chorou por medo. Já li muitos livros de forma quase compulsiva e hj mal consigo ler àqueles obrigatórios. Nessa mesma época tirava fotos de todos e, na maioria das vezes, de surpresa na tentativa de pegar um momento único. Já li centenas de gibis e continuo lendo e relendo antes de dormir e aqueles que acham infantilidade, o problema não é meu.

Já tive crises de risos que acabei no chão de tanto rir e nesse mesmo chão costumo parar quando fazem cosquinha em mim. Digo q não gosto, me irrito quando fazem mas gosto quando fazem.

Já chorei muito por estar feliz e chorei outros tantos por me sentir só ou estar no momento triste. Já escutei coldplay e radiohead em todos os momentos até que uma pessoa me disse que não tem porque eu escutar uma música sabendo que vou chorar. Depois daquele dia, essas bandas só quando estou bem.

Já gostei de quem gostava de mim, já fiz gente gostar de mim e já gostei de quem ou nunca me viu ou simplesmente não gosta de mim. Cheguei a falar que a partir daquele momento só iria gostar de quem gosta de mim mas não é tão fácil como na música.

Já sonhei em ser letrista de música, só para tocar as pessoas de alguma forma, assim como cronista e poeta (poeta sim, pq não conheço aquela que gostaria ou gosta de ser chamada de poetisa) mas nunca escrevi nada além de alguns pensamentos tortos e textos obrigatórios.

Já rui unha, já passei um dia sem tomar banho (e não sou Brederodes, vou logo avisando), já peguei cocô de cabra sem saber do que era, já pensei em suicídio e hj tenho orgulho de dizer que esse não é o caminho.

Hoje sou uma mulher em formação constante que briga com manchas, que reclama da sua celulite e das estrias que ganhou pelo caminho, que tem um pé sensível que até a havaiana fere, que possui alergias, medos e pontos difíceis de superar. Tenho uma família que amo, apesar das brigas e discussões pq aprendeu que tem coisa que só a família entende. Amo também meus amigos. Muitos deles são velhos e outros recém encontrados.

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Filmes e telefonemas


Enxaqueca que não passa. Resolvi descontar na comida, tomar um banho e armar um circo na sala para assistir My Blueberry Nights. Sobre a comida, a idéia não foi muito feliz pois acabei descontando em tudo aquilo que não posso e que só ajuda a aumentar a minha dor. Releva-se.
O filme, que ainda não chegou nos cinemas daqui, foi e não foi aquilo que esperava. É lindo, suave e exatamente o que eu precisava hoje e ainda me lembrou de uma amiga.

Uns dois meses atrás eu sonhei com uma amiga que não falo há muitos anos. As últimas notícias que soube ela foi pelo pai dela que contou à minha avó. Soube da vontade dela voltar a falar comigo. (Éramos vizinhas de apê de praia. Gostava muito dela porém, crescemos e depois paramos de frequentar Itamaracá). Nunca entrei em contato porque não sabia como fazer, não sabia o que dizer. Depois desse sonho, peguei o telefone da sua casa com meu pai (ela ainda mora com os pais tb*) e fiquei de ligar no dia seguinte, o que até hoje não aconteceu e até já perdi o telefone.
Semana passada lembrei dela e me prometi que ligaria até meados de Junho. Pretendo ligar logo após o almoço, torcer que ela não esteja em casa e que alguém pegue o meu e-mail para se ela assim desejar, retornar.
Apesar da falta do que dizer de imediato, ela é o tipo de pessoa que não queria ter perdido o contato. Essa minha besteira de ser reservada e tímida me fez perder algumas pessoas interessantes no decorrer da minha vida.

Voltando ao filme, ele é do tipo que pede uma companhia, seja ela quem for. Só para curtir essa sensação boa que fica após o final.
Vou indo. Estou usando como monitor uma tv de 42 polegadas. No momento não tem ninguém na sala mas mesmo assim me sinto nua.
* Fazia tempo que essa frase não soava tão pesada para mim. Ainda moro com meus pais e assim vai ser por, no mínimo, um ano e meio.

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sábado, 8 de dezembro de 2007

Shows


Obs: Não adianta fazer lista alguma pq sempre sobra alguma coisa de fora.
Notícia da semana: Fim de semana que vem promete! Tem Mombojó (talvez compre o ingresso ainda hj, só por garantia), na sexta e no sábado ainda rola gratuitamente Mundo livre. Para a semana q vem ser boa, só falta eu passar no italiano (preciso de torcida!) e me matricular na yoga.
[Música: Sean Kingston - Beautiful Girl (Lembranças da última viagem)]
[Filmes: Leões e cordeiros (dava para ter sido mais) e Alta fidelidade (gosto de Cusack)]

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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Saudades e sonhos


Enquando o outro não está oficialmente no ar, continuo por aqui.

A viagem foi ótima e só tenho a agradeçer a Vanessa e a sua família que fizeram de tudo para que eu me sentisse em casa e que até me mimaram. Agradeço ainda aos meus outros amigos que conseguiram de última hora me encontrar.
Foi ótimo rever todos, dormir com companhia, jogar conversa fora com pessoas que amo e que estão tão distantes, abraçar e ver que a vida está andando bem, de forma esperada ou não.
Alguns planos não são mais os mesmos de anos atrás mais a empolgação é até maior e o brilho nos olhos nesse exato momento é lindo.

Vanessa continua a mesma, só que ruiva, e até me deixou com um pouco mais de sotaque. Só faltou o prometido brigadeiro.. mais saímos tanto e comemos tanto que não fez lá essa falta.
Silva, versão de cabelos mais curtos, continua na mesma. Ainda usarei saltos altos como ela!
Breno, essa a melhor surpresa. Está estranho mas mais maduro (gordo tb, claro), e isso me deixou tão feliz! (E que pavê!)
Bruno também, não mudou. Nem mais gordo, como foi comentado, achei!
Lucas, amore, cada dia mais parecido com Jesus. Sofre com aquele cabelo, hein! Saudades de ficar abraçadinha.
Nathy mais magra, mais continua a mesma. Anos atrás tinha vontade de fazer uma tatoo. Esqueci de perguntar se fez. De um sonho com medicina, acabou realizada com desenvolvimento de software. É a vida!
Ritinha, que deve beber formol aos litros, continua a mesma. Só também mais ruiva. De Veterinária, para Design de Interiores. Outra que se encontrou em uma área distante da pretendida logo de início.
Carol, louca varrida como sempre e ainda ficará na história como o primeiro Ob.
E ainda tantas outras pessoas que vi e que não irei colocar para não deixar o post enorme!

Durante a viagem, passei ainda em frente da minha maior frustração até o momento: UFPE. Ainda hei de fazer alguma coisa lá, aguardem.
Comi muito, ri muito, conversei muito, fiz muitos planos e dormi pouco. Voltei com saudades e sonhos mas foi o melhor feriadão do ano!

Nota: acabou de passar no jornal da globo as hilux(s) que o governo do estado comprou para o projeto de segurança chamado ronda do quarteirão. 20 (das 200 previstas) começaram a funcionar hoje com policiais que tiveram seus uniformes desenhados por um estilista que ganhou o concurso no início do ano. Enquanto isso os policiais civis estão em greve, diversas delegacias fechadas, os hospitais pedindo clemência e a universidade estadual em greve! Para que tanto luxo!! Quero o básico apenas...

-Sem correção. Desculpem qualquer deslize-
[Imagem: Cais da Aurora por Raul Kawamura. Encontrado no site Recife em retratos]

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Politicamente correto


Adoro quadrinhos desde antes de saber ler, quando ganhei a minha primeira assinatura de gibis, na época era da Disney.
No ano seguinte foi vez da Turma da Mônica, onde veio o primeiro gibi que li na minha vida. Era Mônica nº 20 com a primeira história sobre ventos, a capa Mônica ganhando um presente do Cebolinha e uma propaganda de sukita na revista. Demorei dois dias e meio para ler tudo. Foi inesquecível.
No mês passado passei pela banca, não resisti e acabei levando para casa dois ou três gibis. Não foi uma leitura como as de antigamente. Os gibis estão mais politicamente corretos e mais chatos.
Fui da geração onde Cebolinha xingava Mônica a exaustão e ele sempre apanhava. A mesma geração que cansou de brincar de roda com a cantiga atirei um pau no gato (hoje com uma nova versão, a politicamente correta), e mesmo assim, no meu círculo de amizades infantis, temos só um alcoolatra e um estuprador. De resto somos estudantes, trabalhadores, pesquisadores, funcionários públicos e algumas mães, todos com caráter no mínimo confiável.
Metade desse pessoal passou parte da sua adolescência jogando games de luta (Mortal Kombat era uma fita disputada), rpg de vampiros ou lobisomens, lendo sobre magia ou o livro dos mortos. Nem por isso nenhum deles surtou e atirou em cinemas ou matou uma mulher num cemitério.
Fico pensando aonde esses jogos, músicas, leituras influenciam no caráter da pessoa ao ponto de servir como desculpa para uma alguma ação de má índole, ou o quanto isso tudo influencia na criação de uma pessoa da minha faixa etária. Uma família desestruturada influecia mais do que qualquer dos ítens acima... sem dúvida.
Acredito que o equilíbrio entre o politicamente correto e real ainda está longe e que existe ainda muita hipocrisia com os pequenos.

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sábado, 21 de abril de 2007

Um certo professor de história


No meio dessa depressiva noite de sábado, lembrei de um professor de história que tive no terceiro ano lá no Nóbrega de nome Vladimir.
Era um que na Unicap nos tempos de ditadura, onde amigos sumiam de um dia para o outro da sala de aula, que não achava bonita uma certa atriz global cujo nome não lembro para variar, e ainda recusava-se a pronunciar o nome de um dos nossos ex-presidentes, o chamando de “dito cujo”.
E não é que, nas últimas eleições, esse ex-presidente voltou ao mundo da política como senador e ainda está aparecendo entre alguns intervalos! Já tinham me contado mais agora a pouco o vi pela primeira vez e comecei a imaginar o que Vladimir diria depois da cena. O pior é que no intervalo seguinte teve Jefferson, falando como presidente do Partido dos Trabalhadores Brasileiros, o mesmo partido do atual ex-presidente.
Em minha boba opinião, nem todos merecem a famosa segunda chance e esse é um bom exemplo.

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